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International Conference Call
MMX e LLX
Fato Relevante
30 de Novembro de 2009

Operadora: Bom dia senhoras e senhores e bem vindos à áudio conferência de
MMX e LLX referente ao fato relevante divulgado em 30 de novembro de 2009.
Obrigada por aguardarem. Neste momento todos os participantes estão
conectados apenas como ouvintes. Mais tarde será aberta a sessão de perguntas
e respostas, quando serão dadas as instruções para os senhores participarem.
Caso precisem de ajuda do operador durante a áudio conferência, basta teclar
"asterisco zero" (*0).
Antes de prosseguir, gostaria de informar que declarações sobre o futuro serão
feitas sob a proteção do "Securities Litigation Reform Act" de 1996. Declarações
acerca do futuro são baseadas nas crenças e suposições da administração da
MMX e em informação atualmente disponível à Companhia. Elas envolvem riscos,
incertezas e suposições porque se referem a eventos futuros e, portanto
dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer no futuro.
Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da
indústria e outros fatores operacionais também podem afetar os resultados futuros
da MMX e podem fazer com que os resultados difiram materialmente daqueles
expressos em tais declarações acerca do futuro. Cabe lembrar que esta
conferência está sendo gravada.
Eu gostaria agora de passar a palavra ao Sr. Roger Downey, Presidente e de
Relações com Investidores da MMX. Por favor, pode prosseguir.

Mr. Roger Downey: Obrigado. Bom dia, boa tarde e boa noite a todos vocês. Eu
estou aqui com Sr. Eike Batista, Sr. Otávio Lazcano e Sr. Joel Rennó. Nós
estamos todos aqui na China e nós acabamos de chegar de Wuhan, onde
estamos satisfeitos em dizer que assinamos um acordo com a Wisco.
Nós assinamos um acordo de subscrição de ações anunciando os termos
definitivos e condições para um investimento a ser feito pela Wisco na MMX,
enquanto que a EBX também assinou um acordo de cooperação com a Wisco
visando o estabelecimento de uma Joint Venture para construir e operar uma
siderúrgica em Açu e, além disso, nós também assinamos um termo final e
definitivo de um acordo de compra de minério de ferro visando a compra futura
(offtake) de minério de ferro do sistema sudeste da MMX.
De acordo com os termos do acordo de subscrição de ações que foi assinado
hoje, a Wuhan comprará novas ações ordinárias da MMX numa emissão privada
de ações de uma subscrição total de US$ 400 milhões que permitirão à Wisco
alcançar uma participação no capital acionário da MMX de 21,52%.
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Para realizarmos isso o Sr. Eike Batista e alguns outros acionistas da MMX
renunciaram a seus direitos adquiridos. Isso demonstra o compromisso do Sr. Eike
Batista e de outros acionistas com a criação de valor em longo prazo da MMX.
Os termos estabelecidos no MOU assinado em junho, como anunciamos em 22 de
junho... À luz da contribuição que a Wisco pode trazer para nosso negócio, os
recursos recebidos pela MMX da Wisco serão inteiramente direcionados ao
investimento e desenvolvimento do nosso Projeto Sudeste.
O contrato de compra e venda de minério de ferro acordado e com a MMX hoje
prevê
a compra pela Wuhan durante vinte anos de pelo menos 50% do minério de
ferro que produziremos na mina de Serra Azul e também a possibilidade de
estender essa compra futura também a outros 50% em Bom Sucesso, nosso
projeto de greenfield no Sistema de Bom Sucesso.
Finalmente isso resultará numa compra total de pelo menos 16 milhões de
toneladas por ano pela Wisco, que representa metade da nossa produção em uma
plataforma bastante sustentável sobre a qual desenvolveremos nosso negócio no
futuro.
Eu passarei vocês agora ao Sr. Otávio Lazcano, que relatará alguns dos
destaques da Joint Venture no aço.

Sr. Otávio de Garcia Lazcano: Bom dia, boa tarde a todos. Como vocês viram no
press release, o Grupo EBX e a MMX decidiram começar imediatamente todas as
iniciativas, participar todos os passos necessários para potencialmente formar
uma Joint Venture e começar a construção do que pode ser uma das mais
competitivas usinas de aço no super Porto de Açu no estado do Rio de Janeiro até
31 de julho de 2010.
Além disso, a MMX e a EBX concordaram e se comprometeram a explorar os
esquemas financeiros para sustentar a execução do investimento com o Banco de
Investimento da China e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) respectivamente.
As partes também chegaram a um acordo quanto à exploração de oportunidades
no mercado de capitais para ajudar a melhorar a estrutura de capital do projeto.
Isso vale para a MMX Açu e a MMX S.A. Notícias extremamente positivas, mesmo
porque nós temos a Wisco como investidora-âncora para Açu para nos ajudar a
desenvolver esse imenso, esse enorme projeto de infra-estrutura em
desenvolvimento no Brasil, nas Américas, com o poder de atrair muitas outras
companhias para a região, para esse complexo industrial.
E por outro lado nós vemos Açu como o portão de entrada no Brasil para as
companhias chinesas que queiram ou explorar a economia doméstica do Brasil
como um mercado ou construir uma base para as exportações para os Estados
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Unidos, Europa e outros países em outras jurisdições.
Tendo dito isso eu agora passo a palavra ao Sr. Eike Batista, presidente do
conselho de ambas MMX e LLX. Obrigado.

Sr. Eike Batista: Ok. Meu pai, 34 anos atrás, estabeleceu uma relação duradoura
como Japão. Eu posso com grande alegria, honra, dizer a vocês que nós, depois
de nove meses e de cinco visitas à China... Eu vim pela primeira vez sozinho, pela
segunda vez eu estava na presença do presidente Lula, e então voltei com o
governador do Rio de Janeiro.
Isto é, como vocês sabem muito importante para os chineses. Eles obviamente
gostam de falar com homens de negócios, mas quando eles vêem que você está
conectado ao governo isso é muito mais importante e é o que aconteceu e hoje
nós assinamos esse acordo histórico, realmente conectando o Brasil à China de
uma maneira em que estamos criando pela primeira vez realmente a uma rodovia
gigantesca: esse projeto de aço é um investimento de US$ 5 bilhões e vocês
sabem, o Banco de Desenvolvimento da China nos disse que os dois interesses
estratégicos da China no Brasil são: um a Petrobrás, é claro, pela riqueza, a
riqueza de óleo do Brasil, e o segundo é o Grupo EBX.
Então eu posso dizer a vocês que, por causa do tamanho do Porto Açu, a usina de
aço é apenas o começo, a conexão realmente trará "tinta chinesa" para o Brasil e
vocês sabem, até agora o investimento chinês no país realmente não se
materializou, exceto pelo fato de que a China é o maior parceiro comercial do
Brasil. Mas agora nós estamos realmente abrindo o investimento em projetos no
país em áreas onde os chineses têm excelência.
Então eu acho que isso é espetacular. Construímos confiança no mais alto nível, a
diferentes níveis de governo, e obviamente com a equipe técnica da Wuhan - que
tem nos impressionado pela qualidade do aço que produz - e nós estamos muito
felizes por trazer ao Brasil uma companhia capaz de produzir produtos de
qualidade.
Então resumindo isto é, em minha opinião, uma grande conquista para as relações
Brasil - China. É desnecessário dizer a vocês da sinergia que China e Brasil têm
em toda a arena de recursos e obviamente com o funding (recursos financeiros),
as imensas possibilidades de funding...
O Banco de Desenvolvimento da China nos perguntava se eles poderiam
participar e investir mesmo em outros projetos além da usina de aço no Projeto
Açu, então resumindo
isso está realmente nos ligando através de uma conexão de
banda larga à China. Muito obrigado.

Sr. Roger: Ok operadora, eu acho que nós podemos passar para a sessão de
perguntas e respostas agora, por favor.
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Sessão de Perguntas e Respostas

Operadora: Com licença. Senhoras e senhores iniciaremos agora a sessão de
perguntas e respostas. Para fazer uma pergunta, por favor, digitem a tecla
asterisco seguida da tecla um (*1) no seu telefone agora. Para retirar a sua
pergunta da lista a qualquer momento digitem asterisco dois (*2).
Com licença, nossa primeira pergunta vem do Sr. Ivan Fadel do Credit Suisse.

Sr. Ivan Fadel: Olá, boa noite Eike, Roger, Otávio, a todos. Eu tenho duas
perguntas sobre a MMX e então duas perguntas sobre a LLX se possível, a
primeira sobre a MMX.
Roger, você poderia elaborar mais sobre os passos que devem ser dados antes
do estabelecimento do acordo e da emissão das ações? Você tem alguma
previsão sobre a duração desse processo?
E também você poderia comentar sobre de quaisquer sinais da parte dos chineses
e outras autoridades brasileiras durante todo o processo e as negociações de que
eles aprovarão essa transação?
E minha segunda pergunta seria se é possível para MMX acelerar esse projeto e
até mesmo alavancar rapidamente, dado o interesse dos chineses em atender sua
própria demanda? Obrigado.

Sr. Roger: Obrigado Ivan. A primeira questão, o acordo depende da aprovação do
NDRC na China e do CADE no Brasil. Nós não esperamos quaisquer problemas
em nenhum dos fronts.
No front da China a Wuhan é uma companhia estatal. O presidente da Wuhan
também o presidente da CISA, e, portanto muito bem relacionado com o governo
chinês, muito bem relacionado dentro da NDRC, que dá a aprovação final. Nós
esperamos que essa aprovação não demore. Nós não temos uma data específica,
mas nós acreditamos que não demorará de forma alguma.
Nós também tivemos dentro do encontro a presença de membros do partido
governante chinês: a presença do vice-governador da província de Hubei e a
presença do presidente do Banco de Desenvolvimento da China. Tudo isso atesta
que todos aqueles que estavam no processo de aprovação tem um perfil
muito
claro, um entendimento muito claro sobre essa visão, então não devemos em
absoluto ter surpresas.
E sobre a sua segunda questão seria se isso nos permite alavancar o startup do
nosso projeto. Nós trabalharemos duro e tão duro quanto possível para entregar
a
tonelagem que pudermos para a Wisco. Como você corretamente propôs, os
nossos parceiros da Wisco gostariam de tanto minério quanto possível o mais
rápido possível e o seu apetite é voraz, então nós trabalharemos duro para tentar,
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pelo menos, satisfazer o apetite deles.

Sr. Ivan: Ok, muito obrigado Roger. Se possível, Otávio, apenas duas questões
rápidas, a número um é: eu entendi você dizer que esta é uma "potencial" Joint
Venture com a MMX; mas nós podemos tomar isso como garantido? Resta
apenas estabelecer pequenos detalhes, esse é um acordo já feito ou a instalação
da usina de aço no Porto Açu ainda precisa ser finalmente aprovada por ambas as
partes?
E número dois: no meu entendimento vocês têm muitos MOUs já assinados, mas
aguardando a instalação dessa usina de aço no Açu, MOUs oficialmente
anunciados anteriormente que poderiam se transformar em acordos vinculantes
(binding agreements).
Então você poderia também comentar sobre eles, quantos são eles e se nós
poderíamos esperar nos próximos meses mais anúncios de mais negócios no
Açu? Obrigado.

Sr. Otávio: Ok Ivan. Com relação à sua primeira questão a resposta é a seguinte:
as partes decidiram iniciar imediatamente todos (inaudível 15:27) passos
necessários para termos um projeto básico de engenharia ou termos todas as
licenças ambientais, começando com a comunicação e a negociação com ambos,
o BNDES e (inaudível 15:43) de forma que potencialmente eles registrem uma
Joint Venture até 31 de julho do ano que vem e imediatamente comecem a
construção de pelo menos 5 milhões de toneladas por (inaudível 15:54).
É desnecessário dizer que as instalações de aço aí no Brasil perto de um porto
marítimo com minério de ferro, malha ferroviária, um terminal marítimo totalmente
dedicado à importação de carvão e exportação de produtos de aço será uma das
mais competitivas - senão a mais - companhia de aço nesse segmento industrial.
Com relação à sua segunda questão, Ivan, eu sempre digo a todos aí que Açu
está borbulhando em todas as direções. Como foi bem indicado, nós temos
aproximadamente 70 MOUs assinados com companhias de vários segmentos
industriais, incluindo no caso do cimento Votorantim e Camargo, no caso de
produção de aço a MMX; há outros players no aço que querem considerar
seriamente e querem estudar conosco uma base potencial para a produção de
aço.
E companhias de vários outros segmentos industriais: nossa companhia irmã,
vocês sabem, a MPX (inaudível 17:05) e produz 5.4 GW, a Minas Rio explorará
aproximadamente 8 milhões de toneladas de minério de ferro, nós temos planos
para desenvolver um complexo metal-mecânico lá e também construir uma base
enorme para processamento, armazenamento e blending (mistura) de olho cru da
Bacia de Santos antes que o produto final seja exportado para seu destino final.
Então sim, eu acredito que fluxo de notícias ao longo dos próximos poucos meses
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será extremamente positivo para a LLX, principalmente para o desenvolvimento da
LLX e novos contratos e acordos assinados com as companhias que
anteriormente já assinaram MOUs conosco e com novas companhias que
começarão a analisar Açu como uma potencial base para o futuro.

Sr. Ivan: Ok. Se possível uma questão final para o Sr. Batista, que seria: ele disse
que os chineses estão potencialmente interessados em participar em mais
projetos e a EBX é uma prioridade para eles no Brasil; então ele poderia comentar
sobre quais poderiam ser esses projetos, se eles estariam relacionados à LLX ou
à MMX, apenas mais guidance sobre aquele comentário. Obrigado.

Sr. Eike: Sim. Lembre-se, o Porto Sudeste tem capacidade a ser elevada até 100
milhões de toneladas, então o foco é continuar consolidando e construindo mais
áreas para aumentar o volume de produção e também não se esqueça de que no
Açu nós possuímos 51%, a MMX e possui 51% do terminal de minério de ferro e
nós temos o direito de exportar produtos por lá também.
Eu não sei se você tem informações atualizadas sobre as novas ferrovias que
estão sendo projetadas para conectar o Porto Açu de maneira que o Porto Açu
também possa ter maior volume de exportação.
Então isso é realmente... A MMX e a LLX tem este incrível... Nós realmente
estamos em posição de consolidar os volumes de Minas nesses dois sistemas e
os chineses... Sabe, eu tive muitos encontros privados com o presidente Deng e
(inaudível 19:58) "Jesus, a China vai continuar aumentando sua produção de
aço?"
Ele me disse que sim, eles estão atualmente pensando em aumentar dos atuais
600, pouco mais de 600 milhões de toneladas para 900 milhões de toneladas.
Então é, Jesus Cristo, isto é ... Eu ouvi da "boca do forno", o que é espetacular
para quem quer que esteja no negócio de abastecimento de minério de ferro.

Sr. Ivan: Faz muito sentido, muito obrigado

Operadora: Com licença, nossa próxima pergunta vem do Sr. Leonardo Correa do
Barclays.

Sr. Leonardo Correa: Olá, bom tarde a todos, muito obrigado pelo call. Minha
questão tem relação com a sua estratégia para o Projeto Sudeste, apenas para
checar se esse aporte de caixa acelera a sua potencial consolidação na região de
Serra Azul ou se 100% dos recursos serão direcionados para crescimento
orgânico, apenas para ter uma idéia
sobre como você pretende separar esse
aporte de caixa e se isso poderia acelerar a atividade de aquisições na região de
Serra Azul. Essa é a primeira questão, para o Roger, por favor.

Sr. Roger: A injeção (de recursos) que a Wuhan está fazendo na MMX está
direcionada ao desenvolvimento do Projeto Sudeste (inaudível 21:23) não apenas
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à expansão (Inaudível 21:27) mina de Serra Azul, mas também a materialização
do projeto de greenfield Bom Sucesso.
Mas lembre-se, Leonardo, de que a China quer minério de ferro. O Eike acabou de
mencionar que eles estão se movendo em direção a um objetivo de produção de
900 milhões de toneladas; eles vão precisar de muito mais minério de ferro, então
naturalmente eles estão em uma posição onde nós podemos consolidar naquela
parte do mundo.
Nós temos o Porto LLX que pode operar 50 milhões de toneladas na sua primeira
fase, 100 milhões de toneladas na segunda fase, então há espaço para adicionar
mais capacidade e isso é algo que nós tentaremos e alcançaremos, nós
tentaremos adicionar mais massa crítica...

Sr. Eike: Escuta ­ é Eike Batista - eu gostaria de enfatizar que nós estabelecemos
uma relação tão incrível... Quer dizer, eu pessoalmente com a liderança e
especialmente com o presidente Deng e também toda a nossa equipe que a ponto
de permitir a ele comprar 20%%... 21,8, certo? 21.5% por cento na área de
recursos e então eles serão majoritários na usina de aço. Nós estamos criando
essa incrível conexão com a China, que é o comprador final de tudo isso. Então
pensem grande, amigos.

Sr. Leonardo: Ok, muito obrigado. Minha segunda questão é uma bem rápida
para o Roger, apenas para esclarecimento sobre o acordo de compra futura
(offtake) com a MMX, para confirmar se os preços serão FOB benchmark (de
referência) no contrato; isso está correto?

Sr. Roger: Está correto Leonardo, tudo é FOB benchmark.

Sr. Leonardo: Ok, muito obrigado e a última questão é para o Otávio, com relação
à usina de aço no Açu, apenas para ter uma idéia
sobre o mix de produtos
potencial do projeto. Nós vimos no passado muitas notícias dando conta de que
potencialmente poderia haver também a produção de chapas grossas; você
poderia comentar um pouco sobre o mix de produtos que vocês têm discutido com
a Wuhan, por favor?

Sr. Otávio: A primeira questão sobre os produtos a serem produzidos, serão
aquelas chapas grossas
para estaleiros incluindo os planos da OSX para construir
um estaleiro e outros que potencialmente demandem heavy plates no Brasil.
Com relação ao portfolio de produtos que serão vendidos por dessa usina de aço,
esse será o objeto
desse estudo que será executado antes de julho do ano que
vem, de maneira que nós possamos detectar quais são os investimentos
necessários para a construção e desenvolvimento dessa usina de aço.
Eu acredito que seja desnecessário dizer que a situação aço está longe de ser
estimulante
no exterior, mas no Brasil nós temos um quadro completamente
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diferente, atualmente no Brasil nós temos um caso especial: todas as companhias
de aço no Brasil são extremamente competitivas e tem apresentado margens
siderais por anos.
No caso da usina de aço lá no Açu, dado que ela está localizada em um terminal
marítimo de águas profundas, dado que ela está conectada a reservas de minério
de ferro, à malha ferroviária existente, dado que ela está extremamente bem
localizada no meio de um triângulo formado pelos estados do Rio, São Paulo e
Minas Gerais e dado que ela irá se beneficiar de impostos mais baixos e energia
mais barata é fora de questão que esta será uma das mais competitivas, senão a
mais competitiva usina de aço (inaudível 25:34).

Sr. Roger: Operadora?

Operadora: Sim senhor?

Sr. Roger: Nós ainda estamos conectados? Não conseguimos ouvir ninguém.

Operadora: O senhor ainda está conectado, pode prosseguir.

Sr. Roger: A próxima pergunta, por favor?

Operadora: Nossa próxima pergunta vem de Jorge Beristain do Deutsche Bank.

Sr. Jorge Beristain: Boa noite senhores. Eu apenas gostaria de esclarecer um
pouco mais a mecânica da emissão de ações que está sendo proposta. Do que eu
entendi do seu press release, vocês vão aumentar a base acionária em
aproximadamente 55 pontos percentuais; a Wuhan per si subscreveria 30 pontos
percentuais desses 55 pontos percentuais; aparentemente vocês também estão
emitindo 22% a mais de capital acionário na MMX.
Eu também gostaria de entender, se isso estiver correto, qual o preço proposto
das ações que serão emitidas, se seria o preço da MMX, R$ 6,88 por ação?

Sr. Roger: Jorge, que você diz está correto. Haverá uma emissão de ações
de
aproximadamente (inaudível 27:15) os acionistas relacionados cederão o seu
direitos em favor da Wisco e através disso a Wisco resultará 21,52% de
participação acionária
na MMX com o novo número de ações e o preço da ação é
aquele acordado no primeiro semestre desse ano. Em 22 de junho nós
anunciando os que tínhamos concordado neste (inaudível 2748) acordo US$3,93
que seriam convertidos em reais na data da transação atual, da rights issue atual

Sr. Jorge: Desculpe, apenas para esclarecer: eu entendo que o preço da MMX
esteja sendo respeitado como foi dito vários meses atrás em US$3,93, mas eu
estou dizendo: o preço das ações adicionais se aplica ao capital extra de 66
milhões de ações "não-Wuhan" que eu presumo seriam subscritas por outros
acionistas minoritários da MMX?
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Sr. Roger: Todos os acionistas da MMX poderão (inaudível 28:30)

Sr. Jorge: Desculpe, a ligação está cortando... Então resumindo, então vocês
estão com esse aumento de capital levantando 660 milhões de dólares de ações
primárias, dos quais 400 milhões seriam subscritos pela Wuhan e os 260 pelos
atuais acionistas minoritários.

Sr. Roger:
É isso, Jorge.

Sr. Jorge: Ótimo, muito obrigado.

Operadora: Com licença, nossa próxima pergunta vem do Sr. Marcos Assunção
do Itaú.

Sr. Marcos Assunção:
Olá, parabéns pelo acordo Roger, Otávio e Sr. Eike. A
primeira questão está relacionada a um potencial direito de primeira recusa da
Wuhan. Caso o Sr. Eike decida de desfazer de seu investimento na MMX no
futuro, a Wuhan teria esse direito de primeira recusa?

Sr. Roger: Naturalmente, como um equity partner do Sr. Batista, caso os
acionistas desejem vender eu tenho certeza que isso seria discutido no nível do
Conselho e seria discutido com a Wisco é claro, e nesse caso deles teriam um
(inaudível 30:04), não uma primeira recusa de qualquer transação naquela
direção.

Sr. Marcos: Ok Roger. Você pode me contar sobre a agenda, quando vocês
poderiam anunciar o orçamento revisado de Capex para os projetos da MMX
depois do acordo?

Sr. Roger: Marcos, nós estamos visitando nosso novo plano de negócios. Como
mencionamos anteriormente neste call, o que nós estamos tentando, objetivando,
é acelerar o programa, o programa de Capex tanto quanto possível. Nós ainda
não temos as datas em que anunciaremos o novo plano de negócios, mas
acredito que faremos isso (inaudível 30:57).

Sr. Marcos: Ok. Se eu puder... Sobre o abastecimento de minério de ferro para a
usina de aço que vocês estão planejando fazer na Joint Venture com a Wuhan no
Porto Açu, quem vai abastecer esse projeto com minério de ferro? Será a MMX? E
caso seja, qual será o corredor logístico a ser utilizado?

Sr. Roger: Bem, nós certamente podemos abastecer com minério de ferro da
MMX. Nós estamos avaliando
as alternativas logísticas que temos. Nós estamos
obviamente interessados, assim como a Wisco. Eles têm minério da MMX, eles
têm uma compra mínima de 50 (inaudível 31:42), eles tem uma compra limitada
de 50; eles podem pegar mais, nós queremos vender mais a eles. Então sim, nós
iremos (inaudível 31:53).
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Sr. Marcos: Ok Roger. A última questão é exatamente sobre o ponto que você
mencionou por último: quais são as vantagens que você vê em não fechar um
contrato maior com a Wuhan para a compra futura (offtake) da produção de
minério de ferro que você terá no futuro?

Sr. Roger: Desculpe, nós não estamos fechando um contrato maior, ok?

Sr. Marcos: Sim, porque potencialmente, como Sr. Batista mencionou antes, os
chineses estão loucos por minério de ferro, então provavelmente eles gostariam
de fechar um contrato maior com vocês, mas vocês fecharam somente 50% das
suas vendas da MMX Sudeste para os chineses - e provavelmente você esteja
procurando maior flexibilidade para o restante das suas vendas.
Então eu gostaria de entender a partir da sua perspectiva qual seria a vantagem
de não fechar uma parcela maior da sua produção, não vender uma parcela maior
da sua produção para Wuhan.

Sr. Roger: Bom, a nossa estratégia comercial é realmente não ter todos os
nossos ovos na mesma cesta. Nós poderíamos, é claro, vender todo o nosso
volume para a Wisco, mas nesse estágio é comercialmente prudente ter parte do
seu minério de ferro dirigido a outros mercados, especialmente outros mercados
nos quais nós podemos ter preços melhores também, como o mercado europeu.
Nós temos... a nossa visão é de que o mercado de minério de ferro está apertado,
que os produtores de aço europeus também precisarão de mais minério de ferro e
produtores de aço, como você acabou de perguntar, como a Wisco no futuro irão
precisar de minério de ferro.
Então basicamente nós estamos estabelecendo uma diferente ... uma estratégia
comercial que inclui a Wisco, mas não é limitada à Wisco.

Sr. Marcos: Tudo bem, muito obrigado Roger.

Operadora: Com licença, nossa próxima pergunta vem do Sr. Carlos de Alba do
Morgan Stanley.

Sr. Carlos de Alba: Boa noite senhores. A maioria das minhas perguntas já foi
feita, mas eu gostaria de confirmar: esse novo acordo é vinculante (binding)?
Parece que no passado o contrato que vocês tinham assinado com a Wisco não
era vinculante; eu gostaria de me assegurar de que este é vinculante e também
saber se vocês já determinaram a data para a reunião do conselho de diretoria na
qual esta transação (inaudível 34:34).

Sr. Roger: Sim, nós assinamos termos finais e definitivos. Os acordos serão
vinculantes (binding) quando tiverem a aprovação de NDRC, CADE e do ministério
do comércio e é claro que a reunião do conselho então será indicada e o resultado
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dessas aprovações (inaudível 34:55) o que é importante enfatizar é que nós
alcançamos termos finais definitivos com a Wisco.

S. Carlos: Ótimo e então você tem alguma expectativa de qual será a participação
dos acionistas controladores da companhia após a conclusão da transação?

Sr. Otávio: Carlos, você pode repetir sua pergunta? Mais uma vez há muito ruído
na ligação, por favor.

Sr. Carlos: Sim, desculpe. Eu gostaria de confirmar se ... Qual será a participação
final se os acionistas minoritários exercerem seus direitos adquiridos, a
participação dos acionistas controladores na nova estrutura de capital será em
torno de 44% do novo número de ações?

Sr. Roger: Desculpe Carlos, eu não entendi a sua pergunta.

Sr. Carlos: É, está cortando muito. Eu gostaria de ... Se você tem alguma a
expectativa de qual seria a participação total os acionistas controladores na nova
estrutura de capital.

Sr. Roger: Será (inaudível 36:16).

Sr. Carlos: Obrigado.

Operadora: Com licença, nossa próxima pergunta vem do Sr. Fernando Ferreira
do Merrill Lynch.

Sr. Fernando Ferreira: Olá, boa noite a todos. Eu tenho uma pergunta
relacionada. Eu gostaria de entender qual é o raciocínio por trás dessa emissão
(inaudível 36:37) anteriormente vocês haviam estruturado o acordo com a MMX
Sudeste também sendo vendida, 23% da participação lá, e agora tudo está sendo
emitido na MMX S.A.. Isto é assim porque você pode emitir mais capital com a
participação dos minoritários? Então eu gostaria de entender o raciocínio aqui.

Sr. Roger: Eu acho que isso é realmente o resultado de todo o pensamento
construtivo que está... Que esteve presente em todas as nossas discussões com a
Wisco. Essa decisão basicamente - ou nossa decisão - que eles deveriam investir
no nível de pregão com uma participação maior, realmente mostra que eles
estarão mais alinhados com os outros acionistas, com os objetivos da companhia
e também com a materialização da nossa expansão, de outros projetos que a
companhia tem - obviamente com a devida diligência (due diligence).
Eles escolheram alguns projetos interessantes que nós temos especialmente o do
Chile, nossa habilidade em consolidar a área de Serra Azul e basicamente ganhar
massa crítica como eu venho dizendo. É disso que se trata.
Através das nossas discussões com a Wisco tem sido muito positivas e eles
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decidiram se alinhar com os nossos acionistas e com os objetivos globais da
companhia.

Sr. Ferreira: Obrigado e quais são os próximos passos aqui em termos da
participação deles nos outros projetos da MMX? Eles mostraram interesse em
participar provavelmente da MMX Chile ou em um dos seus novos investimentos
dentro da MMX?

Sr. Roger: A MMX Chile é um projeto muito estimulante. A MMX Chile é um grupo
de recursos naturais que se localiza cerca de 70 km de um porto de águas
profundas que a EBX está construindo na costa do pacífico. A costa do pacífico
está a cerca de quatro semanas de navegação da China. Trata-se de minério de
magnetita com um grau muito alto e baixos contaminantes. Sim, eles gostaram do
Projeto Chile.

Sr. Ferreira: Obrigado.

Operadora: Com licença, nossa próxima pergunta vem do Sr. Tony Robson da
BMO Capital Market.

Sr. Tony Robson: Senhores boa noite, obrigado por aceitarem minha pergunta.
Duas perguntas, por favor. Em termos de - e me desculpem se isso já foi
perguntado - em termos do timing da emissão, eu posso assumir que isto estará
completo no primeiro trimestre do ano que vem ao invés deste ano?
E a segunda questão seria em termos do contrato de compra futura (offtake) da
Wuhan. Você tem take-or-pay (cláusula de obrigação de aquisição) para isso ou
se trata mais de opção de compra (call option)? Obrigado.

Sr. Roger: Ok. Sua primeira questão sobre o timing. Bom, isso realmente
depende da aprovação. Nós temos uma oferta vinculante (binding) e tão logo
essas aprovações aconteçam o acordo é levado adiante em algumas semanas,
então é nossa expectativa que as aprovações não tomem tanto tempo. Para que o
fechamento realmente aconteça (inaudível 40:20).
Todo o processo com a Wisco envolveu funcionários do governo (inaudível)
funcionários, funcionários da província de Hubei e, além disso, o presidente da
Wisco é também o presidente da CISA e muito bem relacionado com a NDRC,
assim nós não esperamos de forma alguma que esse processo se estenda, então
nós deveremos ter o acordo completado dentro de semanas ao invés de meses.

Sr. Tony: Ótimo e desculpe a minha questão com relação a...

Sr. Roger: E sua pergunta sobre (inaudível 41:16), não é?

Sr. Tony: Sim.
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Sr. Roger: Bom Sucesso, está certo?

Sr. Tony: Sim.

Sr. Roger: Take-or-pay. Não, nossos contratos não são take-or-pay e não há sinal
de contrato de minério de ferro de longo prazo - não que eu saiba - contratos de
longo prazo de minério de ferro geralmente call option (opção de compra);
entretanto (inaudível 31:46) companhia e eles têm enfatizado a intenção de
comprar tanto minério de ferro (inaudível 41:56) então esse eu realmente não é
um risco que nos preocupe nesse estágio.
E sobre a opção em si em Bom Sucesso (inaudível 42:02) operacional e
honestamente e eles exercerão no seu próprio conselho tão logo (inaudível 42:17)
a expansão então nós ... eles terão que exercer a sua opção de compra (call
option) também.

Sr. Tony: Ok ótimo, muito obrigado.

Operadora: Isso conclui a sessão de hoje de perguntas e respostas. Eu gostaria
de convidar o Sr. Eike Batista, presidente da MMX, LLX e EBX para prosseguir
com suas considerações finais. Por favor, senhor, pode prosseguir.

Sr. Roger: Eu iniciarei as considerações finais - aqui é Roger Downey falando.
Como Eike mencionou várias vezes para o presidente Deng, nós estamos
pavimentando uma estrada entre a China e o Brasil. Essa transação é um marco.
Essa é uma transação que será extremamente importante e mudará o mundo em
que vivemos no que se refere a Wisco e MMX e às histórias dos países, China e
Brasil.
Nós estamos honestamente orgulhosos desse acordo que alcançamos com esse
importante produtor de aço na China. Isso pavimentará não apenas o nosso
caminho para os 33,6 milhões de toneladas que objetivamos no Sudeste, mas
muito mais. Nós estamos agora motivados para trabalhar mais, muito mais duro
para os nossos acionistas. Sr. Batista, o senhor gostaria de acrescentar alguns
comentários?

Sr. Eike: Bom, realmente... Na vida nós poderíamos ter cruzado com uma
corporação chinesa onde eventualmente não teríamos tido a sinergia e a
compreensão, a mútua compreensão entre as pessoas. Eu quero dizer os
chineses e nós, e o que aconteceu foi que nós somos similares em natureza. O
presidente Deng também é, de várias maneiras, um visionário em termos de
construir coisas grandes.
Surpreendentemente os chineses entendem o mundo muito melhor do que eu
acho que as pessoas imaginam e eu estou impressionado com este
relacionamento que realmente abre o canal para nós vendermos o que formos
capazes de escoar pelos nossos sistemas eu acho que nos negócios a coisa mais
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importante é ter um lugar para vender o que você produz e eu acho que todo esse
conceito se mostrou excepcional. Voilá, muito obrigado.

Operadora: Concluímos assim a áudio conferência de hoje de MMX e LLX. Muito
obrigada por sua participação, tenham um bom dia.