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Divulgação de Resultado
Terceiro Trimestre 2009
Teleconferência
Data:
12 de novembro de 2009 (quinta-feira)
Horário: 12h00 (horário de Brasília) 9h00 (horário de NY)
Telefones para conexão para teleconferência em inglês:
Telefone Brasil: (+55)11-4688-6340
Telefone EUA: 1-888-379-7579
Telefone Demais Países: 1-786-924-7444
Senha: 6933128#

Telefones para conexão para teleconferência em português através da tradução
simultânea:
Brasil: (+55)11-4688-6340
Senha: 1978997#
Relações com Investidores
Roger Downey
Diretor Presidente e de RI
Matheus Rosa
Gerente de RI
Priscylla Setimi
Analista de RI
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1
Características desta Divulgação de Resultados

A MMX Mineração e Metálicos S.A. ("MMX" ou a "Companhia") (BOVESPA: MMXM3) divulga o
resultado consolidado do terceiro trimestre de 2009 (3T09) de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, em Reais.

A cotação do dólar em 30 de setembro de 2009 era de R$ 1,7781.
Destaques do Trimestre
Conforme Fato Relevante publicado em 03 de agosto de 2009, O Sr. Roger Downey foi
nomeado o novo Diretor Presidente e de Relações com Investidores da MMX.
Anteriormente, o Sr. Roger Downey atuou como diretor de equity research no Banco Credit
Suisse onde era responsável pela cobertura de empresas de mineração e siderurgia na
América Latina, desde 2005. Antes disso, trabalhou por 14 anos na indústria de mineração e
atuou nas áreas de vendas, marketing, novos negócios e estratégia de grandes produtoras
mundiais de minério de ferro, como a Vale e Rio Tinto.
A MMX concluiu a operação de venda da planta de metálicos, localizada em Corumbá,
para a Vetorial Siderurgia Ltda. ("Vetorial"), conforme Fato Relevante publicado em 08 de
setembro de 2009. O preço pago pelo ativo foi de R$ 100 milhões, sendo 84% à vista, o que
impactou o caixa da Companhia no terceiro trimestre. A MMX Corumbá Mineração e a Vetorial
celebraram um contrato de fornecimento de minério de ferro em quantidade suficiente para
a produção de até 400 mil toneladas de ferro gusa por ano, capacidade total atual da planta de
ferro-gusa.
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2
Destaques Consolidados
3T09
2T09
3T08
Vendas - Minério de Ferro (mil t.)
1.692
632
1.657
Vendas - Ferro-Gusa (t.)
-
-
77.189
Receita Bruta (R$ mil)
112.760
48.363
252.767
Receita Minério de Ferro (R$ mil)
111.364
47.821
174.522
Receita Ferro Gusa (R$ mil)
-
-
67.708
Outras Receitas (R$ mil)
1.396
542
10.537
Lucro Bruto (R$ mil)
66.405
14.211
96.932
EBITDA (R$ mil)
(77.125)
(149.503)
13.803
Lucro (Prejuízo) Líquido (R$ mil)
(27.196)
26.586
(343.393)
Dívida Líquida (R$ mil)
1.386.552
1.263.296
1.227.015
Patrimônio Líquido (R$ mil)
(218.333)
(184.745)
434.999
Contexto Econômico, Cenário e Perspectivas para o Setor de Mineração

O terceiro trimestre de 2009 foi marcado por uma melhora no cenário econômico global, estatísticas
recentes indicam que o PIB global continuou a se expandir no 3T09 e provavelmente
continuaremos a observar essa tendência de recuperação nos próximos trimestres. Com a
recuperação das principais economias e conseqüente aumento na produção industrial, observamos
uma forte expansão da demanda por minério de ferro.

Também podemos destacar os recordes mensais sucessivos no volume de importação de minério
de ferro pela China, o que não se tratou de um fato isolado já que a produção chinesa de minério
de ferro e aço também bateu recordes.

As medidas de estimulo à economia adotadas pelo governo chinês causaram grande impacto na
recuperação de diversos setores acelerando os investimentos públicos e privados em ativos fixos.
A forte elevação do consumo interno de bens duráveis compensou a queda nas exportações e
ajudou a elevar a taxa de crescimento do PIB Chinês acima da meta estipulada de 8% ao ano. No
3T09 a China registrou um crescimento anualizado do PIB de 10%, desconsiderando-se os efeitos
sazonais. Considerando os fundamentos da demanda por aço e a baixa competitividade dos
produtores chineses, a China deve continuar influenciando fortemente a demanda por minério de
ferro.
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3

Para o setor mineral brasileiro, no acumulado do ano, a recuperação chinesa compensou
parcialmente as fortes quedas das exportações para a Europa, Japão e Coreia do Sul e as vendas
para o mercado doméstico.

A gradual volta à operação de parte dos grandes altos-fornos das siderúrgicas na Europa, Ásia e
nas Américas, que haviam sido paralisados durante a crise, demonstra a recuperação da demanda
por minério de ferro, mesmo que em um ritmo lento em alguns países. Ainda assim os volumes de
produção de aço estão em níveis inferiores quando comparados à 2007 e 2008.

O ritmo das exportações brasileiras de minério de ferro voltou a níveis pré-crise no final deste
trimestre. Com exceção do setor produtivo de ferro gusa que ainda sofre fortemente com a falta de
negócios no mercado externo, a demanda no mercado interno também apresenta sinais de
recuperação. As mineradoras que compram minério de terceiros para compor suas exportações
também retomaram suas compras e, com isso, o ritmo de produção da MMX voltou ao normal.

Os preços no mercado spot têm apresentado tendência de alta, assim como as tarifas de fretes. Há
dúvidas, porém, quanto à capacidade das mineradoras de atender os prováveis aumentos de
demanda por minérios quando Europa e Japão retomarem suas produções siderúrgicas aos níveis
pré-crise. Neste momento o mercado de minério de ferro encontra-se equilibrado, com a oferta
atendendo plenamente a demanda, sem que haja qualquer excedente de minérios. Analistas já
apontam para uma possível recuperação de preços nas negociações em 2010.

A MMX está sempre buscando novas oportunidades que agregem valor ao negócio, e goza de
condição diferenciada pela qualidade de seus ativos minerais e a visão de conceber projetos
integrados e eficientes.





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4
Desempenho das Operações
Minério de Ferro
Produção
Produção (mil toneladas)
3T09
2T09
3T08
Var.
3T09 / 2T09
Var.
3T09 / 3T08
Sudeste
1.080
1.072
848
1%
27%
Corumbá
423
200
529
111%
-20%
Total
1.503
1.272
1.377
18%
9%
A MMX produziu 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro no 3T09, 18% acima do trimestre
anterior e 9% acima do 3T08. O aumento de produção foi consequência da decisão de retomar as
operações a capacidade plena de forma a atender à melhora no cenário de demanda de minério de
ferro observada no decorrer do terceiro trimestre de 2009. As operações do sistema Sudeste
atingiram o ritmo de capacidade plena em outubro.
Vendas
Vendas (mil toneladas)
3T09
2T09
3T08
Var.
3T09 / 2T09
Var.
3T09 / 3T08
Sudeste
1.325
457
1.180
190%
12%
Corumbá
368
175
477
110%
-23%
Total
1.692
632
1.657
168%
2%

No 3T09 a MMX vendeu, 1,7 milhão de toneladas de minério de ferro, sendo 45% para o mercado
interno e 55 % para o mercado externo. As vendas ficaram 168% acima do 2T09 e 2% acima do
3T08. O cenário econômico no primeiro semestre de 2009 fez com que alguns clientes
postergassem seus embarques, entretanto, a recuperação do setor, a partir do 3T09, fez com que
fosse possível dar continuidade ao cronograma de exportações da MMX.

Sistema Sudeste

No terceiro trimestre de 2009, foram vendidas 1,3 milhão de toneladas de minério de ferro, 190%
acima do trimestre anterior e 12% acima do 3T08.

A MMX Sudeste realizou, no 3T09, quatro embarques de minério de ferro destinados ao mercado
externo, equivalentes a 47% do total das vendas. Já o mercado interno, representado
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5
principalmente por produtores de ferro-gusa, siderúrgicas e grandes mineradoras que compram
minério de ferro para promover o blend de seus produtos destinados à exportação, foi responsável
por 53% do total das vendas.

Sistema Corumbá

No terceiro trimestre de 2009, foram vendidas 368 mil toneladas de minério de ferro, 110% acima
do trimestre anterior e 23% abaixo do 3T08.

No 3T09, 83% das vendas foram destinadas ao mercado externo. Já o mercado interno foi
responsável por 17% das vendas.

Conforme divulgado, em 08 de setembro de 2009, a MMX Corumbá Mineração e a Vetorial
celebraram um contrato de fornecimento de minério de ferro, e o mesmo já começou a ser
performado pela Vetorial.
Custo dos Produtos Vendidos - CPV
O CPV no terceiro trimestre de 2009 totalizou R$ 38,2 milhões, 36% superior ao 2T09 e 73% abaixo
do 3T08. O CPV do 3T09 foi impactado diretamente pelo aumento das vendas no Sistema Sudeste
e no Sistema Corumbá.

Entretanto, quando analisamos o CPV do 3T09 por tonelada vendida, podemos perceber uma
queda de 49% e 74% comparando com o 2T09 e 3T08, respectivamente. Isso demonstra que a
Companhia permanece empenhada em seu programa de redução de custo.
Despesas Gerais e Administrativas - G&A
R$ Mil
3T09
2T09
3T08
G&A Operações
19.147
21.433
4.347
G&A Controladora
39.771
9.635
20.440
G&A Consolidado
58.918
31.068
24.787

As Despesas Gerais e Administrativas do Consolidado ­ G&A Consolidadado ­ no 3T09
montaram a R$ 58,9 milhões, R$ 27,9 milhões acima do registrado no 2T09 e R$ 34,1 milhões
acima do registrado no 3T08.
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6

As Despesas Gerais e Administrativas das Operações ­ G&A Operações ­ apresentaram uma
queda de R$ 2,3 milhões, com relação ao trimestre passado e um aumento de R$ 14,8 milhões
com relação ao 3T08. Essa redução é resultado da paralisação das atividades da unidade de ferro-
gusa da Companhia, uma vez que todas as provisões necessárias haviam sido realizadas no
trimestre anterior. Importante ressaltar que a MMX concluiu a operação de venda da planta de
metálicos, localizada em Corumbá, para a Vetorial, conforme Fato Relevante publicado em 08 de
setembro de 2009.

As Despesas Gerais e Administrativas da Controladora ­ G&A Controladora ­ apresentaram um
aumento de R$ 30,1 milhões quando comparadas às despesas do 2T09, explicadas por R$ 33,9
milhões pagos a Anglo American Amapá por força de indenização contratual decorrente de venda
de minério a cliente no exterior realizada durante 2008, quando o ativo ainda pertencia à MMX.
Essa operação foi contratada pela MMX Amapá em período anterior a troca de controle acionário e
como tal, de responsabilidade da Companhia. Na ocasião a Companhia não dispunha de
instrumentos que permitissem antecipar tal contingência. Por outro lado, não há perspectiva de
realização de novos pagamentos dessa natureza por conta deste ou de qualquer outro contrato.
Desconsiderando o efeito da multa contratual no 3T09, as despesas gerais e administrativas seriam
de aproximadamente R$ 6 milhões e portanto inferiores às despesas do 2T09.
R$ Mil
3T09
2T09
3T08
Despesas Gerais e Administrativas
2.512
5.915
11.223
TI
262
667
2.270
Desenvolvimento Sustentável
257
293
710
Projetos & Pesquisa Geológica
1.728
2.206
3.241
SubTotal
4.760
9.081
17.444
Despesas Tributárias
569
11
2.296
Multa Contratual
33.902
-
-
Depreciação & Amortização
540
543
700
Total G&A Controladora
39.771
9.635
20.440
Ebitda

O EBITDA consolidado da MMX, no 3T09, foi negativo em R$ 77,1 milhões, contra R$ 149,5
milhões negativos no 2T09 e R$ 13,8 milhões positivos no 3T08, conforme tabela abaixo:
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7
R$ mil
3T09
2T09
3T08
EBITDA Consolidado
(77.125)
(149.503)
13.803
EBITDA das Operações
Corumbá Mineração
(23.554)
(61.875)
(16.464)
Sudeste
(3.541)
(24.542)
31.161
Metálicos Corumbá
(17.220)
(50.780)
18.208
Na MMX Corumbá Mineração, o EBITDA do 3T09 foi negativo em R$ 23,6 milhões contra R$ 61,9
milhões no 2T09., impactado principalmente pelos custos com fretes fluviais sub-utilizados. Vale
mencionar, que já está em implantação um programa de redução de custos focando melhorias
logísticas no processo produtivo e no desenvolvimento de novos produtos.
Na MMX Metálicos Corumbá, o EBITDA foi negativo em R$ 17,2 milhões, apresentando uma
redução de R$ 33,6 milhões. O EBITDA do 3T09 foi impactado negativamente pela provisão e
baixa de ICMS a recuperar totalizando R$ 19,2 milhões, contabilizados em outras receitas e
despesas operacionais.

Na MMX Sudeste, o EBITDA do 3T09, negativo em R$ 3,5 milhões, apresentou uma redução de
R$ 21,0 milhões quando comparado ao trimestre anterior. Apesar da melhora do mercado de
minério de ferro e consequente aumento das vendas do Sistema Sudeste, o EBITDA foi
negativamente impactado por R$ 17,3 milhões referentes à reclassificação para a AVG de
despesas portuárias anteriormente contabilizadas pela MMX Comercial Exportadora - COMEX
(empresa controlada pela MMX Mineração e Metálicos SA), fazendo com o que o efeito dos 9
meses de 2009 fosse contabilizado no 3T09. O contrato foi originalmente celebrado entre a CSN e
a COMEX antes da aquisição da AVG. Considerando apenas o valor referente ao 3T09, o EBITDA
da Sudeste seria de R$ 2,3 milhões. Vale ressaltar que o efeito no EBITDA Consolidado é nulo.
Resultado Financeiro
No 3T09, a MMX registrou um Resultado Financeiro positivo de R$ 61,0 milhões, resultado da
variação cambial positiva, que somou R$ 93,9 milhões no trimestre e que está relacionada à dívida
financeira e aquisições de direitos minerários da Companhia, conforme tabela abaixo:
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8
R$ Mil
3T09
2T09
3T08
Receita Financeira
3.689
2.091
12.388
Despesa Financeira
(36.505)
(36.053)
(209.464)
Variação Cambial
93.861
224.150
(160.838)
Resultado Financeiro Líquido
61.044
190.188
(357.914)

A partir do 2T09, a MMX Mineração e Metálicos passou a publicar em suas despesas e receitas
financeiras apenas o saldo das operações de mútuos. Com isso, a tabela acima apresenta o 3T08
em bases gerenciais, modificada em relação às que foram divulgadas naqueles trimestres, de modo
a manter a comparabilidade entre os valores.

A Receita Financeira do 3T09 alcançou R$ 3,7 milhões, dos quais R$ 1,4 milhão refere-se a juros
sobre aplicação financeira, que está remunerada a 100,1% do CDI, além de R$ 2,3 milhões sob a
rubrica outros, referentes a atualizações de juros sobre impostos a recuperar de anos anteriores.
Em relação ao 2T09, a receita financeira apresentou aumento de 76% e, em relação ao 3T08,
apresentou redução da ordem de R$ 8,7 milhões, principalmente explicada pela diminuição no
volume das aplicações financeiras e, proporcionalmente, aos juros auferidos com essas aplicações.

A Despesa Financeira no 3T09 foi de R$ 36,5 milhões, com destaque para: (i) despesas com juros
e IOF somando R$ 26,3 milhões; (ii) R$ 3,2 milhões em ajuste a valor presente das dívidas com
aquisições de direitos minerários e (iii) R$ 1,8 milhão sob a rubrica perda com derivativos. Quando
comparado ao 2T09, as despesas financeiras permaneceram no mesmo patamar.
Provisão para hedge:
Em março de 2009, diante da contínua falta de previsibilidade do cenário econômico,
principalmente do mercado de câmbio, a MMX tomou a decisão de travar suas exposições
vendidas em dólar, assumindo a posição inversa, isto é, comprando dólares também através de
Non Deliverable Forward ("NDFs") com vencimentos e montantes coincidentes com as posições
vendidas anteriormente contratadas. Esta estratégia eliminou a exposição cambial da MMX nas
operações de NDF's, quando a Tesouraria igualou as posições vendidas em dólar às posições
compradas nessa moeda.

Conforme divulgado no Release de Resultados do segundo trimestre de 2009, a MMX efetuou o
pagamento de ajuste de R$ 285,8 milhões no trimestre, deixando de ter qualquer operação de
derivativos vigente na posição de 30 de setembro de 2009.
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9
Resultado Líquido

O prejuízo líquido do terceiro trimestre de 2009 foi de R$ 27,2 milhões, impactado principalmente
pelas despesas com vendas e multa contratual conforme explicado acima.
Caixa, Dívida e Aquisições
Caixa
Debêntures:
A Companhia fez, em 2 de abril de 2009, uma emissão privada em série única, de 45.620
debêntures simples, escriturais, perpétuas, subordinadas e não conversíveis, no valor total de R$
456,2 milhões, na data de emissão, de acordo com Fato Relevante publicado em 30 de março de
2009. Conforme divulgado no Release de Resultados do segundo trimestre, do total emitido,
equivalentes a US$ 200 milhões, haviam sido integralizados, no 2T09, US$156,7 milhões (R$ 357,5
milhões). Os US$ 43,3 milhões (R$ 97,5 milhões) restantes foram integralizados no 3T09 e
impactaram positivamente o caixa da Companhia.
Posição líquida:
No final do 3T09, o caixa da Companhia era positivo em R$ 62,8 milhões, dos quais R$ 21,4
milhões encontravam-se em aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, remuneradas a
uma taxa livre de encargos administrativos de 100,1% do CDI, e os R$ 41,4 milhões restantes
estavam em caixa e bancos.

Comparando com o trimestre anterior, o caixa apresentou uma queda de R$ 184,3 milhões.
Durante o 3T09, foi realizado o pagamento do ajuste de posições abertas de hedge no valor de R$
285,8 milhões das parcelas vencidas em julho e agosto deste ano, foram liquidados empréstimos
com o Banco Safra S.A. no valor de US$ 60 milhões, foram pagos US$ 16,5 milhões em direitos
minerários e uma parcela do caixa foi utilizado, ainda, como capital de giro para financiamento das
operações.
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10
Endividamento
Dívida (R$ Milhões)
690
777
1.227
1.263
1.387
427
368
1.083
1.082
Set/08
Jun/09
Set/09
Dívida de Aquisições
Dívida Financeira
Dívida Líquida

A Companhia apurou ao final do 3T09 uma Dívida financeira de R$ 1.081,5 milhões, dos quais R$
677,7 milhões (63%) com vencimento no curto prazo e R$ 403,8 milhões (37%) no longo prazo, um
saldo de compromissos com aquisições de direitos minerários de R$ 367,8 milhões e um Caixa e
Aplicações Financeiras de R$ 62,8 milhões. A Dívida Líquida da Companhia totaliza R$1.386,5
milhões, conforme mostra o gráfico acima.

A dívida financeira da Companhia com instituições bancárias é, em sua maior parte (82,7%),
contratada em dólares para financiamento de exportações, no formato trade-finance, com um custo
médio ponderado de 8,17% a.a., acrescido de variação cambial, com prazo médio de 14 meses.

No 3T09 a MMX e suas controladas rolaram US$ 20 milhões a uma taxa média ponderada de
9,30%, superior as taxas que vinham sendo praticadas, além disso, ocorreram duas liquidações de
empréstimo no total de US$ 60 milhões com o Banco Safra S.A e uma captação de R$ 190 milhões
com o Banco Itaú S.A. a taxa de CDI + 2,75% a.a., por um prazo de 3 meses. Ao fim deste prazo a
companhia efetuará uma nova captação por um prazo significativamente mais dilatado e à uma
taxa inferior. Paralelamente a essa negociação, em poucas semanas a companhia finalizará a
renegociação de aproximadamente US$ 55 milhões em prazos e condições semelhantes às
descritas acima.

Quando comparada ao 2T09, a dívida financeira permaneceu no mesmo patamar e, com relação ao
3T08, a dívida financeira aumentou em R$ 304,6 milhões.

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O gráfico abaixo demonstra a evolução do perfil da dívida da Companhia:


Aquisições

A dívida referente a aquisições encerrou o 3T09 com saldo de R$ 367,8 milhões, o que representou
uma redução de 14% frente ao trimestre anterior. Durante do terceiro trimestre de 2009, a MMX
realizou o pagamento de US$ 16,5 milhões referente ao direito minerário de Minerminas, além
disso, o saldo foi impactado positivamente pela variação cambial ocorrida no trimestre, uma vez
que a maior parte dos contratos de aquisição de direito minerários da Companhia está denominada
em dólar. O saldo das aquisições ao final do 3T09 estava composto por:
Saldo Aquisições
R$ Milhões
NE Urucum
13,2
Bom Sucesso
151,3
Serra Azul
203,3
Total
367,8
Investimentos
O Plano de Investimentos da MMX permanece em revisão, conforme divulgado anteriormente, e tão
logo a Companhia tenha finalizado os estudos internos, o mercado será ampla e tempestivamente
informado sobre o plano de investimentos da Companhia.
Set-08
Jun-09
Set-09
Curto Prazo
Longo Prazo
56%
44%
59%
41%
63%
37%
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12
Mercado de Capitais
A ação da MMX passou a integrar a carteira teórica do Ibovespa, o mais importante indicador do
desempenho médio das cotações do mercado brasileiro de ações por retratar o comportamento dos
principais papéis negociados na BOVESPA, divulgada no dia 01 de setembro de 2009, para carteira
vigente no período de setembro a dezembro de 2009.

A entrada nesse índice é reflexo da bem sucedida estratégia da empresa na condução de seus
negócios e na confiança dos investidores na liquidez e no retorno do investimento, contribuindo
para o desenvolvimento da Companhia. A inclusão da MMX no Ibovespa proporcionará um
aumento de liquidez para a ação dado que este índice é utilizado como referência na composição
das carteiras de fundos de investimento de diferentes instituições e/ou de investidores individuais.

A ação da Companhia, MMXM3, é listada na Bovespa, no segmento de mais alta Governança
Corporativa, o Novo Mercado e integra, atualmente, as carteiras dos Índices de Ações com
Governança Corporativa Diferenciada ("IGC"), com Tag Along Diferenciado ("ITAG"), o Índice Brasil
100 ("IBrX-100"), o Índice Brasil 50 ("IBrX-50"), Índice Valor Bovespa (IVBX-2), Índice Small Cap
(SMLL) e o Ibovespa (Ibov).
No 3T09, a ação da MMX apresentou uma valorização de 74,12%, frente uma valorização de
19,53% do Ibovespa no mesmo período, e encerrou o trimestre cotada a R$ 10,90, contra R$ 6,26
em 30 de junho de 2009. O valor de mercado da Companhia, em 30 de setembro de 2009, era de
R$ 3.323 milhões. No terceiro trimestre de 2009 foram negociadas 247.368.700 ações em 188.577
transações. Os títulos da MMX estiveram presentes em 100% dos pregões do 3T09, com média
diária de 2.947 negócios.

O Capital Social da Companhia é composto exclusivamente por ações ordinárias, e em 30 de
setembro de 2009 estava representado por 305.123.440 ações com 100% de tag along, conforme
Estatuto Social e Regulamento Novo Mercado. Neste mesmo período, o free float da MMX
alcançou 34,88%.
GDRs da MMX
A MMX possui Global Depositary Receipts ­ Nível I ("GDRs"), negociados no Mercado de Balcão
norte-americano. Em 30 de setembro de 2009 os GDRs representavam 1.005 mil ações ou 0,33%
do capital total da Companhia. No 3T09, os GDRs da MMX valorizaram 92,83%.
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13
Sustentabilidade

Comprometida com uma gestão sustentável, a MMX dá continuidade aos seus programas sócio-
ambientais:
a) Programa Interação, projeto sócio-educacional desenvolvido com as comunidades do
entorno da Unidade Serra Azul.

Depois de desenvolver projetos de pesquisa ligados à mineração, - tema da 1ª etapa -, o Programa
Interação avança e entra em nova fase em Igarapé e São Joaquim de Bicas (MG). O projeto é uma
iniciativa sócio-educacional da MMX Sudeste em parceria com as secretarias de educação e
escolas locais. O objetivo é estreitar o relacionamento com as comunidades e desenvolver
trabalhos pedagógicos com professores e alunos das cidades próximas à Unidade Serra Azul da
empresa.

Na primeira fase, além de realizar projetos de pesquisa sobre mineração, os participantes
ampliaram seus conhecimentos sobre as atividades da MMX. Na segunda fase do Programa, que
receberá investimentos de R$ 220 mil, eles realizarão projetos sobre a cidade onde moram ­ tema
escolhido pelos próprios participantes. Aproximadamente 150 pessoas participam dessa nova fase,
entre professores, estudantes e pais. A proposta é que eles atuem como pesquisadores sobre cinco
eixos temáticos: meio ambiente; história e geografia local; patrimônio; economia; pesquisa e
método.
b) Programa de Relacionamento Social com a comunidade de Bom Sucesso (MG), onde a
MMX Sudeste irá implantar um sistema integrado de mineração.

A MMX Sudeste iniciou no município de Bom Sucesso (MG) um processo de licenciamento
ambiental participativo. Além da audiência pública, obrigatória por lei, a empresa realiza um número
maior de reuniões com a comunidade local para a construção conjunta do Estudo e Relatório de
Impacto Ambiental (EIA/RIMA). A primeira reunião aconteceu em agosto com a participação de 70
pessoas da comunidade. Além do debate promovido, a empresa compartilhou com os moradores o
diagnóstico ambiental sobre Bom Sucesso que servirá para a elaboração do EIA/RIMA.
c) Diagnóstico do Carvão Vegetal, em Mato Grosso do Sul, realizado em parceria com o
Ministério Público Estadual (MPE) e participação de ONGs, fortalece diálogo transparente
com stakeholders da empresa.
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A MMX Corumbá está em fase final da escolha da empresa que fará o mapeamento da cadeia
produtiva do carvão vegetal em Mato Grosso do Sul. O trabalho terá como resultado o
levantamento sobre número de fornecedores, volume de carvão produzido, situação legal sobre a
produção e fornecimento de carvão, entre outros dados. Representantes da Plataforma de Diálogo
­ fórum de discussão sobre o desenvolvimento sustentável do Pantanal, formado por ONGs e
empresas locais, entre elas a MMX - participam das discussões desse trabalho.
Eventos Subsequentes
a) MMX anuncia Novo Gerente de Relações com Investidores

MMX informou aos seus acionistas e ao mercado que Matheus Rosa passou a ocupar a Gerência
de Relações com Investidores da MMX.

Matheus Rosa é graduado em Administração de Empresas e concluiu MBA em Finanças no
Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais ­ IBMEC. Anteriormente, fazia parte da equipe de
Relações com Investidores da Usiminas, desde 2001. Antes disso, trabalhou na FIAT e Ambev.

A área de Relações com Investidores da MMX continua se reportando diretamente ao Diretor
Presidente da Companhia, que ocupa cumulativamente o cargo de Diretor de Relações com
Investidores.













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MMX Mineração e Metálicos S.A.
(Companhia Aberta)
Demonstrações de Resultados Consolidado (Em milhares de reais)

3T09
2T09
3T08
Receita operacional
112.760
48.363
252.768
Impostos
(8.127)
(6.143)
(12.709)
Receita operacional líquida
104.633
42.220
240.059
Custo dos produtos vendidos
(38.228)
(28.009)
(143.126)
Lucro bruto
66.405
14.211
96.933
Margem bruta (%)
63%
34%
40%
Despesas operacionais
(149.323)
(166.183)
(113.088)
Vendas
(73.460)
(95.250)
(63.890)
Administrativas
(58.918)
(31.068)
(24.788)
Outras despesas operacionais
(16.945)
(39.865)
(24.410)
Lucro (prejuízo) operacional antes do resultado financeiro
(82.918)
(151.972)
(16.155)
e de participações societárias
Resultado financeiro líquido
61.044
190.888
(357.914)
Lucro (prejuízo) operacional
(21.874)
38.216
(374.069)
IR e contribuição Social
(12.410)
(22.572)
9.739
Participações minoritárias
7.088
10.941
20.937
Lucro líquido (prejuízo) do exercício
(27.196)
26.585
(343.393)




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MMX Mineração e Metálicos S.A.
(Companhia Aberta)
Balanços Patrimoniais Consolidado (Em milhares de reais)
30/9/2008
30/6/2009
30/9/2009
Ativo
Circulante
354.283
652.442
602.954
Realizável a longo prazo
195.451
168.895
157.908
Permanente
1.250.065
1.260.012
1.417.009
Total
1.799.799
2.081.349
2.177.871
Passivo
Circulante
1.061.442
1.327.990
1.023.362
Exigível a longo prazo
1.021.511
995.846
722.290
Participação de acionistas não controladores
(64.820)
(57.742)
(2.780)
Patrimônio líquido
(218.334)
(184.745)
434.999
Capital social
776.035
775.914
775.799
Reservas
14.446
14.040
0
Lucros (Prejuízo) acumulados
(1.005.767)
(978.571)
(340.800)
Ajustes de avaliação patrimonial
(3.048)
3.872
0
Total
1.799.799
2.081.349
2.177.871